É muito interessante manter um blog, ainda mais quando não há compromisso nem espectadores. Quando ninguém te espera, sua ausência não dói. O melhor de tudo é ter a liberdade de dizer o que se pensa, se passa, se sente, sem limitações. É como conversar com o vento, vide Robert Fripp, ao passo que o vento te ouve e apaga, ao contrário dos textos. Temores e aflições que devem se manter nas profundezas para não causar estranhamento, vez que as pessoas se armam de argumentos que justificam sua felicidade na nossa implacável sociedade. Prefiro gritar a ninguém o que eu preciso gritar do direcionar uma idéia. Serei, com certeza, julgado por pseudo-revolucionário, pseudo-moralista, pseudo-efêmero, pseudo-utópico, depressivo, bipolar.... Tantas tarjas a um remédio que sequer cura, senão envenena. Opto por desenhar em mim um sorriso, empapuçar as conversas com piadas jocosas e informações inúteis. Por que? Porque, da essência, ninguém quer saber. Preocupados em criar sentimentos e fantasias bem na cara do óbvio. Nascemos para nada e morreremos por nada, iremos a lugar nenhum até que este planeta, envenenado, se livre de nós, figuras tortas de desejos infundados, insípidos.
Me perguntam por que motivo realizo, indiscriminada e reiteradamente, hábitos nocivos à minha existência. Respondo, tão logo: Se o único final é a morte, por que teme-la? Eu temo em não sentir. Sentir a dor que deveras sente (permita-me a alusão), sentir a fugaz felicidade que, qual orgasmos, nos toma tempo, sanidade, energia, e nos abandona. Eu temo por não sentir o odor de merda, suor e sangue que paira, por isso fumo. Eu temo por poder olhar as coisas que não quero ver, mesmo assim sempre presentes, e nada sentir, por isso me embreago. Eu temo por não poder ver a vida com os olhos de um lunático que dor nenhuma sente, por isso me entorpeço.
A cidade fede, as pessoas me enojam, as palavras se machucam, a existência, esta arremedo de ficção tão adorado pelos imbeciis, se mostra pobre demais, confrontado ao universo de prazeres que nos é oferecido. Tudo é muito pouco, muito pobre, muito vil.
Pobres são aqueles que acreditam que o caráter é preceito fundamental.
Pobres são aqueles cegos que seguem qualquer direção que lhes é apontada.
Pobre diabo sou eu, que vê, ouve, toca, incapaz de sentir além da carne, além da dor e do prazer.
20 Outubro 2011
12 Setembro 2011
Ócio produtivo
by
...Guga...
às
07:51
Tento apertado o botão F5 umas quinze vezes resolvi escrever alguma coisa. Ontem foi um dia produtivo, pelo simples fato de ser domingo. Alguem me disse que o domingo era o pior dia dentre os sete por ser muito solitario. Sabemos que é o dia da pior programação da TV, logo os casais aproveitam a falta do que fazer para se curtirem e os solitarios procuram algoase fazer. Como alguem que nunca teve um relacionamento eu fico com o comportamento dos segundos e passei a não gostar dos domingos por estar, na maioria das vezes, só. A solidão é um buraco enorme no peito, quando não se é pleno.
Ao passar do tempo tal sense se enfraqueceu, numa torrente de autoconhecimento. Oras, apenas aquele que incompleto em essência necessita de outro, para preencher o vazio. Sentir-se só é para aqueles que não servem de companhia para ninguem, pelo fato de que ele não satisfaz nem a si próprio.
Essa é a minha nova busca. Ser Pleno. Apenas.
De onde vem a plenitude?? Se a tivermos como um sinônimo de felicidade, então a resposta será "depende", entre aqueles que veêm na felicidade bens materiais, bens emocionais, bens espirituais entre outros. Não vejo qual seria o meu caminho para a felicidade, por isso não ando. Dia após dia me vejo mais estático na busca da plenitude. Infelizmente meu senso emocional é turvo, minha visão espiritual é neblinada e meu anseio material é limitado.
Meu momento mais próximo da plenitude é sozinho, torpe, linsérgico, entretido numa música ou, quem sabe, num livro. Ao menos sou uma companhia que eu adoro. Isso é bom, não é?
Não tenho vontade de ser solitário. Não mesmo. Mas se este é meu jugo, aceito-o de bom grado e sigo caminhando. Só e sem pressa, que ao outro lado, todos chegaremos um dia.
Ao passar do tempo tal sense se enfraqueceu, numa torrente de autoconhecimento. Oras, apenas aquele que incompleto em essência necessita de outro, para preencher o vazio. Sentir-se só é para aqueles que não servem de companhia para ninguem, pelo fato de que ele não satisfaz nem a si próprio.
Essa é a minha nova busca. Ser Pleno. Apenas.
De onde vem a plenitude?? Se a tivermos como um sinônimo de felicidade, então a resposta será "depende", entre aqueles que veêm na felicidade bens materiais, bens emocionais, bens espirituais entre outros. Não vejo qual seria o meu caminho para a felicidade, por isso não ando. Dia após dia me vejo mais estático na busca da plenitude. Infelizmente meu senso emocional é turvo, minha visão espiritual é neblinada e meu anseio material é limitado.
Meu momento mais próximo da plenitude é sozinho, torpe, linsérgico, entretido numa música ou, quem sabe, num livro. Ao menos sou uma companhia que eu adoro. Isso é bom, não é?
Não tenho vontade de ser solitário. Não mesmo. Mas se este é meu jugo, aceito-o de bom grado e sigo caminhando. Só e sem pressa, que ao outro lado, todos chegaremos um dia.
30 Janeiro 2011
Que sou eu.
by
...Guga...
às
10:28
Fui mudar hoje meu perfil do orkut e me encontrei estático na hora de responder a pergunta que a página me fez. Descreva quem e você.
Here we go!
Eu sou, o que sinto, o que ouço. Minhas musicas dizem por mim o que não sei sentir. Eu sou o diamante louco que brilha na escuridão do meu olhar de buracos negros. O homem mau e triste atrás dos olhos azuis. Odiado e fadado, criado-mudo. Eu sou revólver, coqueiro, dinheiro, paixão, o eunuco, o garanhão. Sou tortura e tesão. Sou a mosca, a morsa, o homem-ovo, de nenhum lugar. Aquele que canta sem platéia, cria planos inexistentes para ninguém, com seus olhos afogados em solidão. O primeiro mamífero a usar calças, e a fazer planos. Sou a evolução. O palhaço do circo sem futuro. O crítico sem ponto de vista. Aquele que nasceu numa casa cheia de dor, treinado a não cuspir no ventilador, aquele que obedece as ordens do HOMEM, o estranho da própria casa . Sou o pássaro negro que canta ao findar da noite pelas suas asas, há muito quebradas.O polvo dono do jardim. Sou o menino vadio, Jazão em busca pela carne. A luz das estrelas, o olhar do vampiro, as juras de amor e as maldições. Sou mais um tijolo no muro. Apenas mais um. Mais um lunático caminhando pela grama, pela sala e pelas cabeças. Um coelho que cava sem se cansar. Sou aquele atirado contra a parede. O judeu, o negro, a bixa e o maconheiro. O cisne morto, o trem atrasado o homem mau. O cara dos cabelos até o joelhos e dos joelhos até os pés, dos dedos de macaco e que atira refrigerantes. Uma pessoa solitária, catando grãos de arroz pelo chão. Aquele que não consegue mudar, talvez por não tentar.
Sou o enviado nº 6. O fim e o começo, a alma sem medo e indomavel, a torre de força, o último suspiro do destino, o último grão de areia, o veneno e a cura, o fogo do apocalipse, o fantasma e a fumaça, o sofredor, o juggernaut.
Nada sinto, mas dor.
Eu sou um perdedor, baby.
Então por que não me mata?
Here we go!
Eu sou, o que sinto, o que ouço. Minhas musicas dizem por mim o que não sei sentir. Eu sou o diamante louco que brilha na escuridão do meu olhar de buracos negros. O homem mau e triste atrás dos olhos azuis. Odiado e fadado, criado-mudo. Eu sou revólver, coqueiro, dinheiro, paixão, o eunuco, o garanhão. Sou tortura e tesão. Sou a mosca, a morsa, o homem-ovo, de nenhum lugar. Aquele que canta sem platéia, cria planos inexistentes para ninguém, com seus olhos afogados em solidão. O primeiro mamífero a usar calças, e a fazer planos. Sou a evolução. O palhaço do circo sem futuro. O crítico sem ponto de vista. Aquele que nasceu numa casa cheia de dor, treinado a não cuspir no ventilador, aquele que obedece as ordens do HOMEM, o estranho da própria casa . Sou o pássaro negro que canta ao findar da noite pelas suas asas, há muito quebradas.O polvo dono do jardim. Sou o menino vadio, Jazão em busca pela carne. A luz das estrelas, o olhar do vampiro, as juras de amor e as maldições. Sou mais um tijolo no muro. Apenas mais um. Mais um lunático caminhando pela grama, pela sala e pelas cabeças. Um coelho que cava sem se cansar. Sou aquele atirado contra a parede. O judeu, o negro, a bixa e o maconheiro. O cisne morto, o trem atrasado o homem mau. O cara dos cabelos até o joelhos e dos joelhos até os pés, dos dedos de macaco e que atira refrigerantes. Uma pessoa solitária, catando grãos de arroz pelo chão. Aquele que não consegue mudar, talvez por não tentar.
Sou o enviado nº 6. O fim e o começo, a alma sem medo e indomavel, a torre de força, o último suspiro do destino, o último grão de areia, o veneno e a cura, o fogo do apocalipse, o fantasma e a fumaça, o sofredor, o juggernaut.
Nada sinto, mas dor.
O início, o fim e o meio.
Eu sou um perdedor, baby.
Então por que não me mata?
18 Setembro 2010
Abrindo Janelas
by
...Guga...
às
11:01
Após longa ausência, retorno do submundo (¬¬), brevemente, para trazer-lhes uma canção do grande Caetano que tenho ouvido incomodas vezes por motivos desconhecidos. A letra por si só ja tem um peso diferencial e a sonoridade (derivada dum tango meio stacatto) é fantástica, mesmo na gravação ao vivo que venho escutando.
Enfim, aí vai, e espero que seja do agrado de todos.
JANELAS ABERTAS Nº 2
" Sim, eu poderia abrir as portas que dão pra dentro
Percorrer correndo os corredores em silêncio Perder as paredes aparentes do edifício
Penetrar no labirinto
O labirinto de labirintos
Dentro do apartamento
Dentro do apartamento
Sim eu poderia
procurar por dentro a casa
procurar por dentro a casa
Cruzar uma por uma as sete portas,as sete moradas
Na sala receber o beijo frio em minha boca,
Beijo de uma deusa morta
Deus morto, fêmea de língua gelada
Língua gelada como nada
Sim, eu poderia em cada quarto rever a mobília
Em cada uma matar um membro da família
Até que a plenitude e a morte coincidissem um dia
O que aconteceria de qualquer jeito
Mas eu prefiro abrir as janelas prá que
entrem todos os insetos."
Mas eu prefiro abrir as janelas prá que
entrem todos os insetos."
abraços
guga
24 Abril 2009
" O que precisa mudar no Brasil para a sua vida mudar de verdade?"
by
...Guga...
às
10:50
Assistia a MTV, quase involuntariamente, quando começou a passar o programa MTV debates, com Lobão. Sempre tirava deste programa pois o assunto não costuma ser do meu interesse, visto que a emissora que fazia parte do mundo underground se adequou à filosofia de vida dominante entre as massas e os tópicos de debates se mostravam, ao meu ver, extremamente enfadonhas. Me preparava para mudar de canal quando vi que este era o tema da noite.
" O que precisa mudar no Brasil para a sua vida mudar de verdade?"
Abstrato, não?
Minha mente, em segundos, fez com que brotassem centenas de respostas possíveis a esta pergunta enquanto eu me inquietava entre prestar atenção no programa ou em meus próprios pensamentos, que certamente responderiam a esta pergunta enquanto os convidados se ocupavam em apresentar esta pergunta que foi feita à vários brasileiros para que se iniciassem mudanças no governo enquanto a outra parte dos convidados se empenhava em desacreditar a organização que iniciou esta campanha. Louvável de ambas as partes, já que este tipo de pergunta, como dado governamental, possivelmente teria sua eficiência duvidável, já que não haveria um padrão de resposta. Mas houve. Nossos cidadãos se mostraram incrivelmente preocupados com a situação da educação no pais que vai de mal a pior com péssimas condições de trabalho aos profissionais e aos estudantes, alem da falta de motivação dele de crescer pessoalmente e por méritos próprios, já que o nosso famoso "jeitinho brasileiro" se ocupa em facilitar por demais a vida de nossos lideres, o exemplo da nação, a faz com que a ambição do brasileiro regular seja se tornar um deles, entrar no seu jogo, ou buscar vias mais reprováveis de crescimento. Mas qual seria a lucidez destes governantes que acompanham nossa realidade e sabem que uma grande parte da população preocupa-se demais com sua ascensão pessoal para observar os problemas ao redor, outra parte não possui senso critico por falta da educação que o governo obviamente mantém ineficaz para garantir a compra de votos e a falta da fiscalização popular enquanto o resto da sociedade, esta parcela formada por nos, jovens críticos, acompanha todos os escândalos políticos, expressam sua revolta nos bares mas se sentem ocupados demais, com seu carro do ano e com aquela sujerinha no seu Nike, para se mover e, passado o Carnaval ou outra Micareta qualquer, parece se esquecer do que o revoltava a alguns dias atrás e, nas próximas eleições, iram colocar no poder novamente os mesmos corruptos.
Eis que encontro o problema do nosso pais, novamente, e fico desapontado com todos, especialmente comigo mesmo que, me empenho em criticar e expor aberrações politicas ao passo que não me movo da poltrona para fazer com que nada mude. A CULPA É NOSSA! já citei anteriormente no blog minha admiração ao povo argentina pelo seu engajamento politico, ao povo português com suas medidas anti-corrupção que se mostram são eficazes e ao patriotismo norte-americano, logo não voltarei a nos comparar a eles, mas sim vim expor a realidade consumista de TODOS nos. Sim todos. Especialmente nos, jovens, que estamos expandindo nossos conhecimentos e somos o futuro da sociedade, mas quando nos estivermos no poder, seremos tão diferentes doas que estão hoje? Durante o debate alguém fez a seguinte pergunta.
"Se você esta voltando para casa a noite e sozinho, por qual rua você prefere passar? Por uma mais iluminada e movimentada ou por uma rua deserta e escura?" e teve como resposta de um jovem do lado que supostamente criticaria as ideias "Depende do que eu quero aprontar". Faz todo o sentido, mais isso seria aceitável nesse patamar? Da maneira que nos estamos sendo criados faremos com nossos filhos e netos o que andam fazendo conosco, e da mesma maneira indigna que crescemos eles cresceram. Um ciclo renovável de corrupção que se iniciou na ditadura militar e, aparentemente, sugou todas as forças de renovação da juventude da época e fez com que, agora, os filhos dos revolucionários se tornassem potenciais Sanguessugas. Vergonhoso.
"O que precisa mudar no Brasil para a sua vida mudar de verdade?"
Resposta: EU. Você. Somos capazes sim, de ir para as ruas e reivindicar nossos direitos, de ir no governo exigir contas do que eles andam fazendo com a nossa grana alem de pagar viagens caras para seus parentes, colocar combustível no carro de amigos e comprar seus ternos caros. Para finalizar, mais um fato revoltante que poucos ficam sabendo. No ano passado, a CONTA TELEFONICA dos senadores alcançou um montante de OITO MILHÕES 8.000.000.000 de reias, uma média de 16 mil por mês para cada senador. Para isso supostamente eles falam 11 horas por dia ao telefone. É por isso que os desgraçados não trabalham, por que estão ocupados, no telefone.
REVOLTA!!!!!!
" O que precisa mudar no Brasil para a sua vida mudar de verdade?"
Abstrato, não?
Minha mente, em segundos, fez com que brotassem centenas de respostas possíveis a esta pergunta enquanto eu me inquietava entre prestar atenção no programa ou em meus próprios pensamentos, que certamente responderiam a esta pergunta enquanto os convidados se ocupavam em apresentar esta pergunta que foi feita à vários brasileiros para que se iniciassem mudanças no governo enquanto a outra parte dos convidados se empenhava em desacreditar a organização que iniciou esta campanha. Louvável de ambas as partes, já que este tipo de pergunta, como dado governamental, possivelmente teria sua eficiência duvidável, já que não haveria um padrão de resposta. Mas houve. Nossos cidadãos se mostraram incrivelmente preocupados com a situação da educação no pais que vai de mal a pior com péssimas condições de trabalho aos profissionais e aos estudantes, alem da falta de motivação dele de crescer pessoalmente e por méritos próprios, já que o nosso famoso "jeitinho brasileiro" se ocupa em facilitar por demais a vida de nossos lideres, o exemplo da nação, a faz com que a ambição do brasileiro regular seja se tornar um deles, entrar no seu jogo, ou buscar vias mais reprováveis de crescimento. Mas qual seria a lucidez destes governantes que acompanham nossa realidade e sabem que uma grande parte da população preocupa-se demais com sua ascensão pessoal para observar os problemas ao redor, outra parte não possui senso critico por falta da educação que o governo obviamente mantém ineficaz para garantir a compra de votos e a falta da fiscalização popular enquanto o resto da sociedade, esta parcela formada por nos, jovens críticos, acompanha todos os escândalos políticos, expressam sua revolta nos bares mas se sentem ocupados demais, com seu carro do ano e com aquela sujerinha no seu Nike, para se mover e, passado o Carnaval ou outra Micareta qualquer, parece se esquecer do que o revoltava a alguns dias atrás e, nas próximas eleições, iram colocar no poder novamente os mesmos corruptos.
Eis que encontro o problema do nosso pais, novamente, e fico desapontado com todos, especialmente comigo mesmo que, me empenho em criticar e expor aberrações politicas ao passo que não me movo da poltrona para fazer com que nada mude. A CULPA É NOSSA! já citei anteriormente no blog minha admiração ao povo argentina pelo seu engajamento politico, ao povo português com suas medidas anti-corrupção que se mostram são eficazes e ao patriotismo norte-americano, logo não voltarei a nos comparar a eles, mas sim vim expor a realidade consumista de TODOS nos. Sim todos. Especialmente nos, jovens, que estamos expandindo nossos conhecimentos e somos o futuro da sociedade, mas quando nos estivermos no poder, seremos tão diferentes doas que estão hoje? Durante o debate alguém fez a seguinte pergunta.
"Se você esta voltando para casa a noite e sozinho, por qual rua você prefere passar? Por uma mais iluminada e movimentada ou por uma rua deserta e escura?" e teve como resposta de um jovem do lado que supostamente criticaria as ideias "Depende do que eu quero aprontar". Faz todo o sentido, mais isso seria aceitável nesse patamar? Da maneira que nos estamos sendo criados faremos com nossos filhos e netos o que andam fazendo conosco, e da mesma maneira indigna que crescemos eles cresceram. Um ciclo renovável de corrupção que se iniciou na ditadura militar e, aparentemente, sugou todas as forças de renovação da juventude da época e fez com que, agora, os filhos dos revolucionários se tornassem potenciais Sanguessugas. Vergonhoso.
"O que precisa mudar no Brasil para a sua vida mudar de verdade?"
Resposta: EU. Você. Somos capazes sim, de ir para as ruas e reivindicar nossos direitos, de ir no governo exigir contas do que eles andam fazendo com a nossa grana alem de pagar viagens caras para seus parentes, colocar combustível no carro de amigos e comprar seus ternos caros. Para finalizar, mais um fato revoltante que poucos ficam sabendo. No ano passado, a CONTA TELEFONICA dos senadores alcançou um montante de OITO MILHÕES 8.000.000.000 de reias, uma média de 16 mil por mês para cada senador. Para isso supostamente eles falam 11 horas por dia ao telefone. É por isso que os desgraçados não trabalham, por que estão ocupados, no telefone.
REVOLTA!!!!!!
11 Abril 2009
by
...Guga...
às
00:31
"Doce é o gosto do veneno"
É o ultimo pensamento que transpassa pela minha cabeça após aquela decisão impensada. Impensada? Acho que não. Irracionalizada sim. Passo horas divagando sobre aqueles anos de gloria, onde nada me atingia. Lembro-me da minha invulnerabilidade comprovada por tantos feitos majestosos que eram parte do meu cotidiano. E agora o que enfrento, alem de medos e tentações? Absolutamente nada. A faca que antes deslizava em meu couro pode atravessá-lo com manteiga agora e minhas asas não mais me erguem do chão. Voltarei a voar algum dia? Não com o peso que me atrai para o centro. "Sempre ao centro" ela dizia com sua voz suave e melancólica de atriz. Uma ótima atriz se quiseres saber, porem incapaz de entender a mais simples mecânica de comportamento Humano a ser seguido. Seria essa sua fraqueza? Uma delas talvez, mas não a única e nem a pior, ainda mais quando comparada ao resto do dicionário das suas fraquezas.
Mas, então passei dos meus limites
Uma terça qualquer, enquanto andava pela rua, um frio na espinha. Obrigado a diminuir meu ritmo pela incômoda sensação, observo os cadarços do meu All Star. Desamarrados. Ocupo-me em amarrá-los e pairo por horas naquela mesma posição. Não por falta do que fazer ou por contemplar algo que fizesse com que o tempo voasse, mas aquela sensação fora mais forte do que previsto. Com meus pés congelados junto ao chão, pela fina neve que caia na Afonso Pena, naquele momento, nada havia de fazer se não pensar e esperar a nave se acumular e a avalanche cair. Uma questão de tempo. E por tempos ali fiquei apenas pela ciência que eu possuía do meu corpo. Haverá de ser um sinal. E o que ele me dizia? Não sei ainda mais terei tempo para pensar. E por dias permaneci la, sentindo nada a não ser cada vez mais frio derivado do gelo que agora se aconchegava em minha cintura, ceceando meus movimentos. Mais para que os movimentos, onde a minha única busca se limita à minha mente. E à minha alma. E ao meu espírito. Egocêntrico, eu sei, foi essa analise, mas para termos condições de expandir nossos horizontes, devemos inicialmente, expandir o caminho a ser trilhado, e este vem de dentro para fora.
BUM!!!!!
Estilhaços do tamanho de pregos se partem e voam para longe de mim. A avalanche se forma e se estabiliza num compacto bloco de neve, diversão garantida às crianças. E, tomado pela surpresa desta súbita libertação, procuro aquele que me salvou da morte no paredão de gelo e ele vem caminhado solenemente ate a minha frente, e com aquela expressão que tanto conheço, ela diz, calmamente aquela única palavra. Confesso não ter-la escutado, aqueles olhos me tiram do serio como nunca outros o fizeram. Ainda sim, o doce tom de sua voz e o delinear daquela boca nunca precisaram possuir sentido para mim. E diante dessa fascinação, onde passo a ser dela e ela, no seu eterno cárcere, se contenta em me enviar beijos de despedida pela janela, onde, dos dois lados, esta um pouco de mim, preso, mas livre. Não posso permanecer assim, é o único pensamento razoável no momento de tomar o veneno. O furor da morte faz meus dedos formigarem, enquanto meus cabelos crescem a uma medida desproporcional. Os anos de vida que viriam passam fulgorosamente enquanto envelheço e morro numa fração de segundos.
E então, bato asas, e vôo. Pela ultima vez? Pela primeira.
É o ultimo pensamento que transpassa pela minha cabeça após aquela decisão impensada. Impensada? Acho que não. Irracionalizada sim. Passo horas divagando sobre aqueles anos de gloria, onde nada me atingia. Lembro-me da minha invulnerabilidade comprovada por tantos feitos majestosos que eram parte do meu cotidiano. E agora o que enfrento, alem de medos e tentações? Absolutamente nada. A faca que antes deslizava em meu couro pode atravessá-lo com manteiga agora e minhas asas não mais me erguem do chão. Voltarei a voar algum dia? Não com o peso que me atrai para o centro. "Sempre ao centro" ela dizia com sua voz suave e melancólica de atriz. Uma ótima atriz se quiseres saber, porem incapaz de entender a mais simples mecânica de comportamento Humano a ser seguido. Seria essa sua fraqueza? Uma delas talvez, mas não a única e nem a pior, ainda mais quando comparada ao resto do dicionário das suas fraquezas.
Mas, então passei dos meus limites
Uma terça qualquer, enquanto andava pela rua, um frio na espinha. Obrigado a diminuir meu ritmo pela incômoda sensação, observo os cadarços do meu All Star. Desamarrados. Ocupo-me em amarrá-los e pairo por horas naquela mesma posição. Não por falta do que fazer ou por contemplar algo que fizesse com que o tempo voasse, mas aquela sensação fora mais forte do que previsto. Com meus pés congelados junto ao chão, pela fina neve que caia na Afonso Pena, naquele momento, nada havia de fazer se não pensar e esperar a nave se acumular e a avalanche cair. Uma questão de tempo. E por tempos ali fiquei apenas pela ciência que eu possuía do meu corpo. Haverá de ser um sinal. E o que ele me dizia? Não sei ainda mais terei tempo para pensar. E por dias permaneci la, sentindo nada a não ser cada vez mais frio derivado do gelo que agora se aconchegava em minha cintura, ceceando meus movimentos. Mais para que os movimentos, onde a minha única busca se limita à minha mente. E à minha alma. E ao meu espírito. Egocêntrico, eu sei, foi essa analise, mas para termos condições de expandir nossos horizontes, devemos inicialmente, expandir o caminho a ser trilhado, e este vem de dentro para fora.
BUM!!!!!
Estilhaços do tamanho de pregos se partem e voam para longe de mim. A avalanche se forma e se estabiliza num compacto bloco de neve, diversão garantida às crianças. E, tomado pela surpresa desta súbita libertação, procuro aquele que me salvou da morte no paredão de gelo e ele vem caminhado solenemente ate a minha frente, e com aquela expressão que tanto conheço, ela diz, calmamente aquela única palavra. Confesso não ter-la escutado, aqueles olhos me tiram do serio como nunca outros o fizeram. Ainda sim, o doce tom de sua voz e o delinear daquela boca nunca precisaram possuir sentido para mim. E diante dessa fascinação, onde passo a ser dela e ela, no seu eterno cárcere, se contenta em me enviar beijos de despedida pela janela, onde, dos dois lados, esta um pouco de mim, preso, mas livre. Não posso permanecer assim, é o único pensamento razoável no momento de tomar o veneno. O furor da morte faz meus dedos formigarem, enquanto meus cabelos crescem a uma medida desproporcional. Os anos de vida que viriam passam fulgorosamente enquanto envelheço e morro numa fração de segundos.
E então, bato asas, e vôo. Pela ultima vez? Pela primeira.
06 Março 2009
Homenagem
by
...Guga...
às
08:33
Estava querendo fazer um texto com a minha impressão do que nos ocorre hoje.
Lembrei-me dessa fala:
"A propaganda põe a gente pra correr atrás de carros e roupas.
Trabalhar em empregos que odiamos para comprar merdas inúteis.
Somos uma geração sem peso na história.Sem propósito ou lugar.
Nós não temos uma Guerra Mundial.Nós não temos uma Grande Depressão.
Nossa Guerra é a espiritual.
Nossa Depressão, são nossas vidas.
Fomos criados através da tv para acreditar que um dia seriamos milionários, estrelas do cinema ou astros do rock.
Mas não somos.
Aos poucos tomamos consciência do fato.
E estamos muito, muito putos.
Você não é o seu emprego.
Nem quanto ganha ou quanto dinheiro tem no banco.
Nem o carro que dirige.
Nem o que tem dentro da sua carteira.
Nem a porra do uniforme que veste.
Você é a merda ambulante do Mundo que faz tudo pra chamar a atenção.
Nós não somos especiais.
Nós não somos uma beleza única.
Nós somos da mesma matéria orgânica podre, como todo mundo. "
Grande Tyler...
Lembrei-me dessa fala:
"A propaganda põe a gente pra correr atrás de carros e roupas.
Trabalhar em empregos que odiamos para comprar merdas inúteis.
Somos uma geração sem peso na história.Sem propósito ou lugar.
Nós não temos uma Guerra Mundial.Nós não temos uma Grande Depressão.
Nossa Guerra é a espiritual.
Nossa Depressão, são nossas vidas.
Fomos criados através da tv para acreditar que um dia seriamos milionários, estrelas do cinema ou astros do rock.
Mas não somos.
Aos poucos tomamos consciência do fato.
E estamos muito, muito putos.
Você não é o seu emprego.
Nem quanto ganha ou quanto dinheiro tem no banco.
Nem o carro que dirige.
Nem o que tem dentro da sua carteira.
Nem a porra do uniforme que veste.
Você é a merda ambulante do Mundo que faz tudo pra chamar a atenção.
Nós não somos especiais.
Nós não somos uma beleza única.
Nós somos da mesma matéria orgânica podre, como todo mundo. "
Grande Tyler...
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