"Logo que José Arcadio fechou a porta do quarto, o estampido de um tiro retumbou na casa. Um fio de sangue passou por debaixo da porta, atravessou a sala, saiu para a rua, seguiu reto pelas calçadas irregulares, desceu degraus e subiu pequenos muros, passou de largo pela Rua dos Turcos, dobrou uma esquina à direita e outra à esquerda, virou em ângulo reto diante da casa dos Buendía, passou por debaixo da porta fechada, atravessou a sala de visitas colado às paredes para não manchar os tapetes, continuou pela outra sala, evitou em curva aberta a mesa da copa, avançou pela varanda das begônias e passou sem ser visto por debaixo da cadeira de Amaranta, que dava uma aula de Aritmética a Aureliano José, e se meteu pela despensa e apareceu na cozinha onde Úrsula se dispunha a partir trinta e seis ovos para o pão.
— Ave Maria Puríssima! — gritou Úrsula."
100 anos de Solidão
29 Dezembro 2008
28 Dezembro 2008
Premiado..
by
...Guga...
às
11:51
Agradeço rapidaente à Bia de Barros, dona do blog "As aventuras de uma eterna criança"
uma bloggeira de mão cheia que me indicou para receber o Prêmio Dardos, um prêmio aos blogueiros que "reconhecem os valores que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc. que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras."
Depois, farei a minha parte da indicação.
Brigaduu
uma bloggeira de mão cheia que me indicou para receber o Prêmio Dardos, um prêmio aos blogueiros que "reconhecem os valores que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc. que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras."
Depois, farei a minha parte da indicação.
Brigaduu
26 Dezembro 2008
Time To Think
by
...Guga...
às
05:31
Tá difícil hein pessoal??
Santa Catarina tava igual aquele Tsunami na Índia. Muitos problemas, todos sensibilizados com a situação. Que lindo, tudo muito bonito, doações, caridades, todos ajudando o próximo. Mas analisemos o perfil do brasileiro que sofreu com a chuva e com o que ajudou. A cena dos desolados pela chuva invadindo um supermercado não sai da minha cabeça, pela semelhança com imagens de guerra ou outro desastre. Justificável? Talvez. A meu ver não. Sim, faltava comida e água e todos precisavam dos alimentos que iriam com certeza se deteriorar na água. E os COMPUTADORES retirados dos caixas? Justificável? E as ESTANTES DE METAL que foram levadas pela população? Justificável?
NÃO
Por maior que seja a rixa entre Brasil e Argentina devo admitir que admiro muito a população de la. Cenas de revoltas civis lá são comuns. Sabe por quê? Por que é um pais diferente do nosso, já que não possui nossa extensão geográfica ou comercial, nem nossos recursos naturais, nem nossa temperatura favorável à maioria das culturas. Nem nossa miscigenação de raças nossa cultura, nossa historia. Lá, o povo é povo de verdade, e não um mero coadjuvante no futuro do país. Um político que faz o que os nossos digníssimos andam fazendo, causa um transtorno de dimensão catastrófica aonde o POVO vai pra rua e faz valer a sua voz. Em Portugal, o povo vai ate a casa do infeliz e "apreende" seu patrimônio para reparar os danos. E Nós?? O que fazemos? Além de colocar o tema nas novelas, nas mesas de bar e nos blogs, mais nada é feito. Foi-nos tirada a autotutela aos poucos e agora vivemos nesse conformismo moribundo. Tudo termina na mesma velocidade que começou e um ou outro bode expiatório sai ferido politicamente e afagado monetariamente. Onde já se viu um homem levar a afilhada a um lixão, dizer para ela que iria matá-la por não gostar dele, desferir golpes de faca e contratar um carro de som para que seja devolvida sua afilhada querida supostamente seqüestrada de 8 anos de idade? No dia 24 de Dezembro?? Que tipo de ambiente é capaz de transformar um humano num ser desprovido de sentimentos dessa maneira?
CADÊ A MEMÓRIA DO POVO BRASILEIRO??
Todos se comoveram e muiiiitos choraram nos casos de João Hélio (que caiu no esquecimento), dos Nardoni (que passaram 30, SIM 30, dias numa cela).
E para piorar
O PIB ainda está em crescimento, a crise não nos assola como a outros países, nosso pais com um novo acordo com a França obteve mais suporte bélico alem de ser um incontestável integrante do BRIC (Grupo de países em - desenvolvimento com maior potencial de crescimento -Brasil, Rússia, Índia e China) da ONU e recebendo apoio internacional para conseguir um representante no conselho de segurança. Temos potencial? Sim. Chegaremos lá? Difícil. Mesmo com os problemas acima estamos num lugar confortável dentre os outros do mundo. Mas a indiferença do nosso povo vai acabar por minar esse potencial. Se participássemos um pouco mais na vida real da nossa DEMOCRACIA, onde todos devem ter voz ativa, afirmaria agora que estaria vivo para ver meu país se tornar uma potencia um dia. Se continuarmos nesse pacifismo político, então creio que ninguém estará vivo para fazê-lo.
Santa Catarina tava igual aquele Tsunami na Índia. Muitos problemas, todos sensibilizados com a situação. Que lindo, tudo muito bonito, doações, caridades, todos ajudando o próximo. Mas analisemos o perfil do brasileiro que sofreu com a chuva e com o que ajudou. A cena dos desolados pela chuva invadindo um supermercado não sai da minha cabeça, pela semelhança com imagens de guerra ou outro desastre. Justificável? Talvez. A meu ver não. Sim, faltava comida e água e todos precisavam dos alimentos que iriam com certeza se deteriorar na água. E os COMPUTADORES retirados dos caixas? Justificável? E as ESTANTES DE METAL que foram levadas pela população? Justificável?
NÃO
Por maior que seja a rixa entre Brasil e Argentina devo admitir que admiro muito a população de la. Cenas de revoltas civis lá são comuns. Sabe por quê? Por que é um pais diferente do nosso, já que não possui nossa extensão geográfica ou comercial, nem nossos recursos naturais, nem nossa temperatura favorável à maioria das culturas. Nem nossa miscigenação de raças nossa cultura, nossa historia. Lá, o povo é povo de verdade, e não um mero coadjuvante no futuro do país. Um político que faz o que os nossos digníssimos andam fazendo, causa um transtorno de dimensão catastrófica aonde o POVO vai pra rua e faz valer a sua voz. Em Portugal, o povo vai ate a casa do infeliz e "apreende" seu patrimônio para reparar os danos. E Nós?? O que fazemos? Além de colocar o tema nas novelas, nas mesas de bar e nos blogs, mais nada é feito. Foi-nos tirada a autotutela aos poucos e agora vivemos nesse conformismo moribundo. Tudo termina na mesma velocidade que começou e um ou outro bode expiatório sai ferido politicamente e afagado monetariamente. Onde já se viu um homem levar a afilhada a um lixão, dizer para ela que iria matá-la por não gostar dele, desferir golpes de faca e contratar um carro de som para que seja devolvida sua afilhada querida supostamente seqüestrada de 8 anos de idade? No dia 24 de Dezembro?? Que tipo de ambiente é capaz de transformar um humano num ser desprovido de sentimentos dessa maneira?
CADÊ A MEMÓRIA DO POVO BRASILEIRO??
Todos se comoveram e muiiiitos choraram nos casos de João Hélio (que caiu no esquecimento), dos Nardoni (que passaram 30, SIM 30, dias numa cela).
E para piorar
O PIB ainda está em crescimento, a crise não nos assola como a outros países, nosso pais com um novo acordo com a França obteve mais suporte bélico alem de ser um incontestável integrante do BRIC (Grupo de países em - desenvolvimento com maior potencial de crescimento -Brasil, Rússia, Índia e China) da ONU e recebendo apoio internacional para conseguir um representante no conselho de segurança. Temos potencial? Sim. Chegaremos lá? Difícil. Mesmo com os problemas acima estamos num lugar confortável dentre os outros do mundo. Mas a indiferença do nosso povo vai acabar por minar esse potencial. Se participássemos um pouco mais na vida real da nossa DEMOCRACIA, onde todos devem ter voz ativa, afirmaria agora que estaria vivo para ver meu país se tornar uma potencia um dia. Se continuarmos nesse pacifismo político, então creio que ninguém estará vivo para fazê-lo.
08 Dezembro 2008
Dante Acorda.
by
...Guga...
às
09:30
No dia seguinte, a luz da manhã me acorda. Olhos abertos, mais um dia que começa. Um banho um pão, um suco, e saio. Lembro-me da noite anterior. Na verdade não lembro, apenas vislumbro mais um momento reflexivo para a minha galeria pessoal. A frieza daquele olhar gela meus ossos até agora, e o sorriso imaculado e aberto enganava facilmente os desatentos. Mas o seu semblante de impavidez denunciava sua total invulnerabilidade aos sentimentos alheios, característica que hoje é presente num numero cada vez maior de pessoas. Todas se abraçando e se agradando com sorrisos hipócritas e condenando aqueles que preferem a solidão. Pego minha moto e me retiro do lugar, acumulo de demônios num lugar só. Hoje quero ir para o alto, ver a cidade. Rumo ao sul, terceira colina à esquerda. No aparelho de som, Comfortably Numb, às alturas, e o pensamento longe. A fumaça do cigarro sobe em espiral e é levada pelo vento, enquanto o gosto da Tequila queima minha garganta, é cedo, não há pressa. Mais uma vez o vento lava meu rosto e sinto minhas mãos geladas. O mesmo gelo daquele olhar, e de outros tantos. Do vendedor, do garçom, do patrão, do subordinado, do ator, do rico, do pobre. Já é tarde, amanhã mais uma sessão de tortura, e mais uma noite deprimente em companhia de mim mesmo. Mais no meio de tantas mazelas, ainda me atenho à minha razão e força de vontade para continuar. Mas continuar em busca de que? Nada. Talvez, ou tudo. Quem sabe? Talvez apenas em busca de mim mesmo. Então, hora de ir. 01:38. Paro na lanchonete. Um hambúrguer, por favor. E mais uma vez aquele conhecido sorriso gélido e olhar desconfiado. Saco a carteira e pago rapidamente. Não confio neles e não espero ser confiado. Perto de mim um grupo conversa acaloradamente sobre futebol. Futebol... Uma ofensa previsível uma reação imediata. Um circulo de aborígines se forma um emaranhados pernas e braços. Alguns instantes, um nariz sangrando. Alguns pedidos de desculpa, algumas garrafas pagas e finite. Recebo o hambúrguer e engulo rapidamente e vou embora. Chego no prédio, acendo um cigarro. É proibido fumar no elevador mais foda-se, odeio o babaca do sindico. Abro a porta e durmo no sofá, onde a luz da janela me acordará no dia seguinte.
05 Dezembro 2008
O marcador de Gado..
by
...Guga...
às
17:51
Bom, hoje eu vi um filme que me fez pensar muito na ação da sétima arte na realidade atual. Resumindo, um cara escrotasso (um dos Nerds da escola) consegue fazer uma menina SuperPop ficar com ele, sem beijos e derivados, durante duas semanas para que ele pudesse ficar popular também o que acontece em meio a outras estória. O meu comentário soro o filme é: Parem de iludir as pessoas! Infelizmente devemos aceitar que, uma vez que as atitudes de um muleque de 3º série afetam tooooodos os seus relacionamentos escolares, sendo deixando-as mais simples ou simplesmente impossíveis de existirem. E eles NUNCA irão mudar, por culpa daqueles cruéis da infância. O pior sentimento que uma criança pode ter é a solidão. Talvez não a solidão física, mas uma solidão “espiritual” que dói muito mais do que a física, pois essa é a solidão relativa, onde quando necessitam de ajuda do bobinho influenciável da sala, estabelecem uma conexão artificial, crua e seca que, para o bobinho, se mostra como a corda atirada pelos deuses que servi-lo-ei como escapatória de uma existência infundada.
Admito ter sido um desses solitários durante uns 18 anos da minha vida. Não que eu não tivesse uma vida social antes disso, porém era uma vida repleta de amigos tortos (amigos do meu irmão que me toleravam por ser irmão dele.. triste..), e de amigos descartáveis, que criavam certa afeição por mim, muito similar ao sentimento de Dó, e, durante algum tempo, andávamos juntos. E destes guardo algum sentimento de saudade, e fico feliz ao revê-los. Porem a grande maioria se mostra tão irredutivelmente similar ao que eram anos atrás que apenas posso retribuir com rancor.
Acho que a minha frieza atual foi capaz de absorver muitas dessas atitudes agressivas e chegar à conclusão que, certamente, fiz minha parte para sofrer essas represálias, mas também tenho certeza que, se houvesse mais compreensão por parte de meus queridos colegas, talvez eu fosse uma pessoa mais agradável na época, o que poderia ter me ajudado na minha atual visão sobre a vida, mas que as cicatrizes já se fecham, lentamente. Ou então, esse tratamento desumano tenha criado um psicopata analítico, quem sabe??
SE...
“Se as pessoas amassem mais, respeitassem mais, se as pessoas analisassem suas palavras, e suas conseqüências, se analisassem o poder de destruição que carrega um olhar, ai então haveria vida. Se elas percebessem que a existência pode não ser mais do que mero acaso, ou que possa, sim haver pureza, verdade ou sequer boa fé, talvez então a existência venha a ser algo tão maravilhoso quanto o paraíso que muitos anseiam. Talvez o inferno também seja produto do homem, e no caminho onde trilhamos as chamas ficam cada vez mais poximas....”
Admito ter sido um desses solitários durante uns 18 anos da minha vida. Não que eu não tivesse uma vida social antes disso, porém era uma vida repleta de amigos tortos (amigos do meu irmão que me toleravam por ser irmão dele.. triste..), e de amigos descartáveis, que criavam certa afeição por mim, muito similar ao sentimento de Dó, e, durante algum tempo, andávamos juntos. E destes guardo algum sentimento de saudade, e fico feliz ao revê-los. Porem a grande maioria se mostra tão irredutivelmente similar ao que eram anos atrás que apenas posso retribuir com rancor.
Acho que a minha frieza atual foi capaz de absorver muitas dessas atitudes agressivas e chegar à conclusão que, certamente, fiz minha parte para sofrer essas represálias, mas também tenho certeza que, se houvesse mais compreensão por parte de meus queridos colegas, talvez eu fosse uma pessoa mais agradável na época, o que poderia ter me ajudado na minha atual visão sobre a vida, mas que as cicatrizes já se fecham, lentamente. Ou então, esse tratamento desumano tenha criado um psicopata analítico, quem sabe??
SE...
“Se as pessoas amassem mais, respeitassem mais, se as pessoas analisassem suas palavras, e suas conseqüências, se analisassem o poder de destruição que carrega um olhar, ai então haveria vida. Se elas percebessem que a existência pode não ser mais do que mero acaso, ou que possa, sim haver pureza, verdade ou sequer boa fé, talvez então a existência venha a ser algo tão maravilhoso quanto o paraíso que muitos anseiam. Talvez o inferno também seja produto do homem, e no caminho onde trilhamos as chamas ficam cada vez mais poximas....”
01 Dezembro 2008
Time To Think
by
...Guga...
às
16:40
Tá difícil hein pessoal??
Santa Catarina tava igual aquele Tsunami na Índia. Muitos problemas, todos sensibilizados com a situação. Que lindo, tudo muito bonito, doações, caridades, todos ajudando o próximo. Mas analisemos o perfil do brasileiro que sofreu com a chuva e com o que ajudou. A cena dos desolados pela chuva invadindo um supermercado não sai da minha cabeça, pela semelhança com imagens de guerra ou outro desastre. Justificável? Talvez. A meu ver não. Sim, faltava comida e água e todos precisavam dos alimentos que iriam com certeza se deteriorar na água. E os COMPUTADORES retirados dos caixas? Justificável? E as ESTANTES DE METAL que foram levadas pela população? Justificável?
NÃO
Por maior que seja a rixa entre Brasil e Argentina devo admitir que admiro muito a população de la. Cenas de revoltas civis lá são comuns. Sabe por quê? Por que é um pais diferente do nosso, já que não possui nossa extensão geográfica ou comercial, nem nossos recursos naturais, nem nossa temperatura favorável à maioria das culturas. Nem nossa miscigenação de raças nossa cultura, nossa historia. Lá, o povo é povo de verdade, e não um mero coadjuvante no futuro do país. Um político que faz o que os nossos digníssimos andam fazendo, causa um transtorno de dimensão catastrófica aonde o POVO vai pra rua e faz valer a sua voz. Em Portugal, o povo vai ate a casa do infeliz e "apreende" seu patrimônio para reparar os danos. E Nós?? O que fazemos? Além de colocar o tema nas novelas, nas mesas de bar e nos blogs, mais nada é feito. Foi-nos tirada a autotutela aos poucos e agora vivemos nesse conformismo moribundo. Tudo termina na mesma velocidade que começou e um ou outro bode expiatório sai ferido politicamente e afagado monetariamente. Onde já se viu um homem levar a afilhada a um lixão, dizer para ela que iria matá-la por não gostar dele, desferir golpes de faca e contratar um carro de som para que seja devolvida sua afilhada querida supostamente seqüestrada de 8 anos de idade? No dia 24 de Dezembro?? Que tipo de ambiente é capaz de transformar um humano num ser desprovido de sentimentos dessa maneira?
CADÊ A MEMÓRIA DO POVO BRASILEIRO??
Todos se comoveram e muiiiitos choraram nos casos de João Hélio (que caiu no esquecimento), dos Nardoni (que passaram 30, SIM 30, dias numa cela).
E para piorar
O PIB ainda está em crescimento, a crise não nos assola como a outros países, nosso pais com um novo acordo com a França obteve mais suporte bélico alem de ser um incontestável integrante do BRIC (Grupo de países em - desenvolvimento com maior potencial de crescimento -Brasil, Rússia, Índia e China) da ONU e recebendo apoio para conseguir um representante no conselho de segurança. Temos potencial? Sim. Chegaremos lá? Difícil. Mesmo com os problemas acima estamos num lugar confortável dentre os outros do mundo. Mas a indiferença do nosso povo vai acabar por minar esse potencial. Se participássemos um pouco mais na vida real da nossa DEMOCRACIA, onde todos devem ter voz ativa, afirmaria agora que estaria vivo para ver meu país se tornar uma potencia um dia. Se continuarmos nesse pacifismo político, então creio que ninguém estará vivo para fazê-lo.
Santa Catarina tava igual aquele Tsunami na Índia. Muitos problemas, todos sensibilizados com a situação. Que lindo, tudo muito bonito, doações, caridades, todos ajudando o próximo. Mas analisemos o perfil do brasileiro que sofreu com a chuva e com o que ajudou. A cena dos desolados pela chuva invadindo um supermercado não sai da minha cabeça, pela semelhança com imagens de guerra ou outro desastre. Justificável? Talvez. A meu ver não. Sim, faltava comida e água e todos precisavam dos alimentos que iriam com certeza se deteriorar na água. E os COMPUTADORES retirados dos caixas? Justificável? E as ESTANTES DE METAL que foram levadas pela população? Justificável?
NÃO
Por maior que seja a rixa entre Brasil e Argentina devo admitir que admiro muito a população de la. Cenas de revoltas civis lá são comuns. Sabe por quê? Por que é um pais diferente do nosso, já que não possui nossa extensão geográfica ou comercial, nem nossos recursos naturais, nem nossa temperatura favorável à maioria das culturas. Nem nossa miscigenação de raças nossa cultura, nossa historia. Lá, o povo é povo de verdade, e não um mero coadjuvante no futuro do país. Um político que faz o que os nossos digníssimos andam fazendo, causa um transtorno de dimensão catastrófica aonde o POVO vai pra rua e faz valer a sua voz. Em Portugal, o povo vai ate a casa do infeliz e "apreende" seu patrimônio para reparar os danos. E Nós?? O que fazemos? Além de colocar o tema nas novelas, nas mesas de bar e nos blogs, mais nada é feito. Foi-nos tirada a autotutela aos poucos e agora vivemos nesse conformismo moribundo. Tudo termina na mesma velocidade que começou e um ou outro bode expiatório sai ferido politicamente e afagado monetariamente. Onde já se viu um homem levar a afilhada a um lixão, dizer para ela que iria matá-la por não gostar dele, desferir golpes de faca e contratar um carro de som para que seja devolvida sua afilhada querida supostamente seqüestrada de 8 anos de idade? No dia 24 de Dezembro?? Que tipo de ambiente é capaz de transformar um humano num ser desprovido de sentimentos dessa maneira?
CADÊ A MEMÓRIA DO POVO BRASILEIRO??
Todos se comoveram e muiiiitos choraram nos casos de João Hélio (que caiu no esquecimento), dos Nardoni (que passaram 30, SIM 30, dias numa cela).
E para piorar
O PIB ainda está em crescimento, a crise não nos assola como a outros países, nosso pais com um novo acordo com a França obteve mais suporte bélico alem de ser um incontestável integrante do BRIC (Grupo de países em - desenvolvimento com maior potencial de crescimento -Brasil, Rússia, Índia e China) da ONU e recebendo apoio para conseguir um representante no conselho de segurança. Temos potencial? Sim. Chegaremos lá? Difícil. Mesmo com os problemas acima estamos num lugar confortável dentre os outros do mundo. Mas a indiferença do nosso povo vai acabar por minar esse potencial. Se participássemos um pouco mais na vida real da nossa DEMOCRACIA, onde todos devem ter voz ativa, afirmaria agora que estaria vivo para ver meu país se tornar uma potencia um dia. Se continuarmos nesse pacifismo político, então creio que ninguém estará vivo para fazê-lo.
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