Assistia a MTV, quase involuntariamente, quando começou a passar o programa MTV debates, com Lobão. Sempre tirava deste programa pois o assunto não costuma ser do meu interesse, visto que a emissora que fazia parte do mundo underground se adequou à filosofia de vida dominante entre as massas e os tópicos de debates se mostravam, ao meu ver, extremamente enfadonhas. Me preparava para mudar de canal quando vi que este era o tema da noite.
" O que precisa mudar no Brasil para a sua vida mudar de verdade?"
Abstrato, não?
Minha mente, em segundos, fez com que brotassem centenas de respostas possíveis a esta pergunta enquanto eu me inquietava entre prestar atenção no programa ou em meus próprios pensamentos, que certamente responderiam a esta pergunta enquanto os convidados se ocupavam em apresentar esta pergunta que foi feita à vários brasileiros para que se iniciassem mudanças no governo enquanto a outra parte dos convidados se empenhava em desacreditar a organização que iniciou esta campanha. Louvável de ambas as partes, já que este tipo de pergunta, como dado governamental, possivelmente teria sua eficiência duvidável, já que não haveria um padrão de resposta. Mas houve. Nossos cidadãos se mostraram incrivelmente preocupados com a situação da educação no pais que vai de mal a pior com péssimas condições de trabalho aos profissionais e aos estudantes, alem da falta de motivação dele de crescer pessoalmente e por méritos próprios, já que o nosso famoso "jeitinho brasileiro" se ocupa em facilitar por demais a vida de nossos lideres, o exemplo da nação, a faz com que a ambição do brasileiro regular seja se tornar um deles, entrar no seu jogo, ou buscar vias mais reprováveis de crescimento. Mas qual seria a lucidez destes governantes que acompanham nossa realidade e sabem que uma grande parte da população preocupa-se demais com sua ascensão pessoal para observar os problemas ao redor, outra parte não possui senso critico por falta da educação que o governo obviamente mantém ineficaz para garantir a compra de votos e a falta da fiscalização popular enquanto o resto da sociedade, esta parcela formada por nos, jovens críticos, acompanha todos os escândalos políticos, expressam sua revolta nos bares mas se sentem ocupados demais, com seu carro do ano e com aquela sujerinha no seu Nike, para se mover e, passado o Carnaval ou outra Micareta qualquer, parece se esquecer do que o revoltava a alguns dias atrás e, nas próximas eleições, iram colocar no poder novamente os mesmos corruptos.
Eis que encontro o problema do nosso pais, novamente, e fico desapontado com todos, especialmente comigo mesmo que, me empenho em criticar e expor aberrações politicas ao passo que não me movo da poltrona para fazer com que nada mude. A CULPA É NOSSA! já citei anteriormente no blog minha admiração ao povo argentina pelo seu engajamento politico, ao povo português com suas medidas anti-corrupção que se mostram são eficazes e ao patriotismo norte-americano, logo não voltarei a nos comparar a eles, mas sim vim expor a realidade consumista de TODOS nos. Sim todos. Especialmente nos, jovens, que estamos expandindo nossos conhecimentos e somos o futuro da sociedade, mas quando nos estivermos no poder, seremos tão diferentes doas que estão hoje? Durante o debate alguém fez a seguinte pergunta.
"Se você esta voltando para casa a noite e sozinho, por qual rua você prefere passar? Por uma mais iluminada e movimentada ou por uma rua deserta e escura?" e teve como resposta de um jovem do lado que supostamente criticaria as ideias "Depende do que eu quero aprontar". Faz todo o sentido, mais isso seria aceitável nesse patamar? Da maneira que nos estamos sendo criados faremos com nossos filhos e netos o que andam fazendo conosco, e da mesma maneira indigna que crescemos eles cresceram. Um ciclo renovável de corrupção que se iniciou na ditadura militar e, aparentemente, sugou todas as forças de renovação da juventude da época e fez com que, agora, os filhos dos revolucionários se tornassem potenciais Sanguessugas. Vergonhoso.
"O que precisa mudar no Brasil para a sua vida mudar de verdade?"
Resposta: EU. Você. Somos capazes sim, de ir para as ruas e reivindicar nossos direitos, de ir no governo exigir contas do que eles andam fazendo com a nossa grana alem de pagar viagens caras para seus parentes, colocar combustível no carro de amigos e comprar seus ternos caros. Para finalizar, mais um fato revoltante que poucos ficam sabendo. No ano passado, a CONTA TELEFONICA dos senadores alcançou um montante de OITO MILHÕES 8.000.000.000 de reias, uma média de 16 mil por mês para cada senador. Para isso supostamente eles falam 11 horas por dia ao telefone. É por isso que os desgraçados não trabalham, por que estão ocupados, no telefone.
REVOLTA!!!!!!
24 Abril 2009
11 Abril 2009
by
...Guga...
às
00:31
"Doce é o gosto do veneno"
É o ultimo pensamento que transpassa pela minha cabeça após aquela decisão impensada. Impensada? Acho que não. Irracionalizada sim. Passo horas divagando sobre aqueles anos de gloria, onde nada me atingia. Lembro-me da minha invulnerabilidade comprovada por tantos feitos majestosos que eram parte do meu cotidiano. E agora o que enfrento, alem de medos e tentações? Absolutamente nada. A faca que antes deslizava em meu couro pode atravessá-lo com manteiga agora e minhas asas não mais me erguem do chão. Voltarei a voar algum dia? Não com o peso que me atrai para o centro. "Sempre ao centro" ela dizia com sua voz suave e melancólica de atriz. Uma ótima atriz se quiseres saber, porem incapaz de entender a mais simples mecânica de comportamento Humano a ser seguido. Seria essa sua fraqueza? Uma delas talvez, mas não a única e nem a pior, ainda mais quando comparada ao resto do dicionário das suas fraquezas.
Mas, então passei dos meus limites
Uma terça qualquer, enquanto andava pela rua, um frio na espinha. Obrigado a diminuir meu ritmo pela incômoda sensação, observo os cadarços do meu All Star. Desamarrados. Ocupo-me em amarrá-los e pairo por horas naquela mesma posição. Não por falta do que fazer ou por contemplar algo que fizesse com que o tempo voasse, mas aquela sensação fora mais forte do que previsto. Com meus pés congelados junto ao chão, pela fina neve que caia na Afonso Pena, naquele momento, nada havia de fazer se não pensar e esperar a nave se acumular e a avalanche cair. Uma questão de tempo. E por tempos ali fiquei apenas pela ciência que eu possuía do meu corpo. Haverá de ser um sinal. E o que ele me dizia? Não sei ainda mais terei tempo para pensar. E por dias permaneci la, sentindo nada a não ser cada vez mais frio derivado do gelo que agora se aconchegava em minha cintura, ceceando meus movimentos. Mais para que os movimentos, onde a minha única busca se limita à minha mente. E à minha alma. E ao meu espírito. Egocêntrico, eu sei, foi essa analise, mas para termos condições de expandir nossos horizontes, devemos inicialmente, expandir o caminho a ser trilhado, e este vem de dentro para fora.
BUM!!!!!
Estilhaços do tamanho de pregos se partem e voam para longe de mim. A avalanche se forma e se estabiliza num compacto bloco de neve, diversão garantida às crianças. E, tomado pela surpresa desta súbita libertação, procuro aquele que me salvou da morte no paredão de gelo e ele vem caminhado solenemente ate a minha frente, e com aquela expressão que tanto conheço, ela diz, calmamente aquela única palavra. Confesso não ter-la escutado, aqueles olhos me tiram do serio como nunca outros o fizeram. Ainda sim, o doce tom de sua voz e o delinear daquela boca nunca precisaram possuir sentido para mim. E diante dessa fascinação, onde passo a ser dela e ela, no seu eterno cárcere, se contenta em me enviar beijos de despedida pela janela, onde, dos dois lados, esta um pouco de mim, preso, mas livre. Não posso permanecer assim, é o único pensamento razoável no momento de tomar o veneno. O furor da morte faz meus dedos formigarem, enquanto meus cabelos crescem a uma medida desproporcional. Os anos de vida que viriam passam fulgorosamente enquanto envelheço e morro numa fração de segundos.
E então, bato asas, e vôo. Pela ultima vez? Pela primeira.
É o ultimo pensamento que transpassa pela minha cabeça após aquela decisão impensada. Impensada? Acho que não. Irracionalizada sim. Passo horas divagando sobre aqueles anos de gloria, onde nada me atingia. Lembro-me da minha invulnerabilidade comprovada por tantos feitos majestosos que eram parte do meu cotidiano. E agora o que enfrento, alem de medos e tentações? Absolutamente nada. A faca que antes deslizava em meu couro pode atravessá-lo com manteiga agora e minhas asas não mais me erguem do chão. Voltarei a voar algum dia? Não com o peso que me atrai para o centro. "Sempre ao centro" ela dizia com sua voz suave e melancólica de atriz. Uma ótima atriz se quiseres saber, porem incapaz de entender a mais simples mecânica de comportamento Humano a ser seguido. Seria essa sua fraqueza? Uma delas talvez, mas não a única e nem a pior, ainda mais quando comparada ao resto do dicionário das suas fraquezas.
Mas, então passei dos meus limites
Uma terça qualquer, enquanto andava pela rua, um frio na espinha. Obrigado a diminuir meu ritmo pela incômoda sensação, observo os cadarços do meu All Star. Desamarrados. Ocupo-me em amarrá-los e pairo por horas naquela mesma posição. Não por falta do que fazer ou por contemplar algo que fizesse com que o tempo voasse, mas aquela sensação fora mais forte do que previsto. Com meus pés congelados junto ao chão, pela fina neve que caia na Afonso Pena, naquele momento, nada havia de fazer se não pensar e esperar a nave se acumular e a avalanche cair. Uma questão de tempo. E por tempos ali fiquei apenas pela ciência que eu possuía do meu corpo. Haverá de ser um sinal. E o que ele me dizia? Não sei ainda mais terei tempo para pensar. E por dias permaneci la, sentindo nada a não ser cada vez mais frio derivado do gelo que agora se aconchegava em minha cintura, ceceando meus movimentos. Mais para que os movimentos, onde a minha única busca se limita à minha mente. E à minha alma. E ao meu espírito. Egocêntrico, eu sei, foi essa analise, mas para termos condições de expandir nossos horizontes, devemos inicialmente, expandir o caminho a ser trilhado, e este vem de dentro para fora.
BUM!!!!!
Estilhaços do tamanho de pregos se partem e voam para longe de mim. A avalanche se forma e se estabiliza num compacto bloco de neve, diversão garantida às crianças. E, tomado pela surpresa desta súbita libertação, procuro aquele que me salvou da morte no paredão de gelo e ele vem caminhado solenemente ate a minha frente, e com aquela expressão que tanto conheço, ela diz, calmamente aquela única palavra. Confesso não ter-la escutado, aqueles olhos me tiram do serio como nunca outros o fizeram. Ainda sim, o doce tom de sua voz e o delinear daquela boca nunca precisaram possuir sentido para mim. E diante dessa fascinação, onde passo a ser dela e ela, no seu eterno cárcere, se contenta em me enviar beijos de despedida pela janela, onde, dos dois lados, esta um pouco de mim, preso, mas livre. Não posso permanecer assim, é o único pensamento razoável no momento de tomar o veneno. O furor da morte faz meus dedos formigarem, enquanto meus cabelos crescem a uma medida desproporcional. Os anos de vida que viriam passam fulgorosamente enquanto envelheço e morro numa fração de segundos.
E então, bato asas, e vôo. Pela ultima vez? Pela primeira.
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