Fui mudar hoje meu perfil do orkut e me encontrei estático na hora de responder a pergunta que a página me fez. Descreva quem e você.
Here we go!
Eu sou, o que sinto, o que ouço. Minhas musicas dizem por mim o que não sei sentir. Eu sou o diamante louco que brilha na escuridão do meu olhar de buracos negros. O homem mau e triste atrás dos olhos azuis. Odiado e fadado, criado-mudo. Eu sou revólver, coqueiro, dinheiro, paixão, o eunuco, o garanhão. Sou tortura e tesão. Sou a mosca, a morsa, o homem-ovo, de nenhum lugar. Aquele que canta sem platéia, cria planos inexistentes para ninguém, com seus olhos afogados em solidão. O primeiro mamífero a usar calças, e a fazer planos. Sou a evolução. O palhaço do circo sem futuro. O crítico sem ponto de vista. Aquele que nasceu numa casa cheia de dor, treinado a não cuspir no ventilador, aquele que obedece as ordens do HOMEM, o estranho da própria casa . Sou o pássaro negro que canta ao findar da noite pelas suas asas, há muito quebradas.O polvo dono do jardim. Sou o menino vadio, Jazão em busca pela carne. A luz das estrelas, o olhar do vampiro, as juras de amor e as maldições. Sou mais um tijolo no muro. Apenas mais um. Mais um lunático caminhando pela grama, pela sala e pelas cabeças. Um coelho que cava sem se cansar. Sou aquele atirado contra a parede. O judeu, o negro, a bixa e o maconheiro. O cisne morto, o trem atrasado o homem mau. O cara dos cabelos até o joelhos e dos joelhos até os pés, dos dedos de macaco e que atira refrigerantes. Uma pessoa solitária, catando grãos de arroz pelo chão. Aquele que não consegue mudar, talvez por não tentar.
Sou o enviado nº 6. O fim e o começo, a alma sem medo e indomavel, a torre de força, o último suspiro do destino, o último grão de areia, o veneno e a cura, o fogo do apocalipse, o fantasma e a fumaça, o sofredor, o juggernaut.
Nada sinto, mas dor.
Eu sou um perdedor, baby.
Então por que não me mata?

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